Quinta-feira, Julho 02, 2009


Ô, BELEZA!

Meus caros, infelizmente (para vocês), estou de férias.

Mas prometo que retomarei as atividades de nosso blog assim que retornar à terra da garoa.

Agora deixa correr que está um sol pesado na moleira e o visual ajuda na preguiça.

Abraços.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Eu vou fazer uma mudança de verdade em minha vida.
Vai ser bom de verdade, eu vou fazer a diferença,
Vou fazer isso direito.

Enquanto arrumo a gola do meu casaco favorito,
O vento sopra em minha mente.
Vejo crianças nas ruas, sem ter o que comer.
Quem sou eu para estar cego,
Fingindo não perceber o que eles precisam?

Um tipo de desprezo de verão
O gargalo de uma garrafa quebrada
E a alma de um homem.
Eles seguem uns aos outros no vento, você sabe.
Porque eles não tem nenhum lugar para ir
E é por isso que eu quero que você saiba:

Estou começando pelo homem no espelho.
Estou pedindo que ele mude seu modo de agir.
E nenhuma mensagem poderia ter sido mais clara:
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor,
Olhe para si mesmo e então MUDE.

Trecho de Man In The Mirror (O Homem no Espelho), do álbum Bad.

Quarta-feira, Junho 24, 2009


Anote aí: após as quase duas horas e meia de projeção de Transformers: A Vingança dos Derrotados, você vai pensar que assistiu a um dos melhores arrasa-quarteirões do ano - e vai estar completamente correto.

A sequência do megasucesso de 2007 é tudo o que promete, sem tirar nem por mais nada.

O diretor Michael Bay e os roteiristas Roberto Orci e Ehren Kruger cumpriram corretamente a cartilha de continuações cinematográficas implantada por Steven Spielberg nos anos 80 (não por acaso o produtor da película) e conseguiram entregar um filme que diverte, faz rir e até, acredite, chorar.

Mas não pense que este Transformers 2 é um filme impecável. Longe disso. Os erros da aventura anterior, como o humor beirando o mau gosto e a apologia ao poderio bélico americano, estão todos de volta - e, pior, multiplicados.

Mas, assim como no filme de 2007, os pontos positivos acabam suprimindo os aspectos negativos e a diversão acaba ganhando terreno.

Pancadaria cibernética O filme já começa na pancadaria. Após derrotar Megatron e seus asseclas, Optimus Prime e os Autobots montam uma equipe especial juntamente com alguns dos soldados do primeiro filme, para caçar Decepticons que estão infiltrados em diferentes nações do planeta.

Logo de cara, Bay mostra que não veio para brincar e entrega uma sequência arrasadora, com os Autobots enfrentando um Decepticon gigantesco em Hong Kong, com direito a um estonteante salto de paraquedas de Optimus.

Com o grupo se mostrando implacável, logo o governo americano se mobiliza para interferir nas ações da equipe, alegando que os Decepticons estão na Terra apenas para se vingar de suas contrapartes.

Nesse meio tempo, Sam Witwicky está prestes a ingressar na universidade, morrendo de amores pela fabulosa Mikaela e dispensando a companhia de seu protetor, o Camaro Bumblebee.

O que ele não sabe é que os Decepticons estão de olho nele para encontrar a fonte de energia maior de Cybertron, com o intuito de restaurar o poder de seu líder, o primitivo Fallen, e acionar uma arma destruidora no planeta.

Os caminhos de Sam e Optimus acabam se cruzando novamente. Mas o que os aguarda é uma das cenas mais fortes e tristes que um filme do gênero já fez.

Overdose de robôs No elenco, quase todos estão de volta. Shia LaBeouf conduz com perfeição, mais uma vez, toda a trama. Seu carisma é posto à prova quando o filme assume um tom mais sombrio e seu personagem passa do deslumbre do primeiro filme para o temor absoluto.

Megan Fox talvez seja a grande decepção. Sua Mikaela é tão pautada para ser "A" gostosa da vez que tudo nela soa falso - preste atenção no brilho intocável dos lábios da garota, mesmo em cenas em que isso seria impossível.

E tem os robôs. O que dizer? São tantos e tão variados que nem dá pra escolher um preferido. Mas eles vem e vao numa velocidade aterradora e isso acaba sendo uma das baixas do filme.

Do lado dos Autobots, temos Optimus e Bumblebee, cheios de personalidade e em papéis tão bem desenvolvidos que até parecem atores vestindo roupas de lata. Mas o resto é resto, meros figurantes - alguns, como os patetas Skids e Wheelie, são completamente dispensáveis.

Nos Decepticons, Megatron e seu parceiro submisso Starscream continuam roubando a cena, apagando até a presença do primordial Fallen, que é até uma boa surpresa na trama.

Mas o resultado final fica muito acima da média. Bay e sua equipe conseguiram seu Império Contra-Ataca e, com certeza, estarão de volta para uma terceira parte. Só resta saber o que sobrou para mostrar após a overdose de A Vingança dos Derrotados.

Terça-feira, Junho 23, 2009

Besouro
Trailer na web e filme nos cinemas em outubro

Não, não se trata de Besouro Verde, adaptação da série de TV americana dos anos 60.

Besouro é na verdade uma produção nacional com ares de filme de kung fu, que conta, com muita liberdade artística, a história de Manuel Henrique Pereira, mais conhecido como Besouro Cordão de Ouro ou Besouro Mangangá.

Pereira foi um capoeirista que viveu nos anos 20 no recôncavo baiano e que desafiou autoridades e senhores de engenho, chegando a enfrentar grupos de policiais no braço - e vencendo todos.

Morreu no município de Santo Amaro, em 1924, sob circunstâncias não esclarecidas -alguns dizem que lutando contra um batalhão de policiais, outros que foi apunhalado pelas costas.

Suas histórias correram o sertão baiano e caíram nas graças da crendice popular, que atribuía seus feitos a orixás, e são cantadas até hoje em rodas de capoeira por todo o país.

Besouro estreia nos cinemas em 30 de outubro e tem produção da Globo Filmes e direção de João Daniel Tikhomiroff.

As cenas de luta com cabos foram coreografadas pelo lendário Hiuen Chiu Ku, responsável pelos voos de The Matrix, O Tigre e o Dragão e Kill Bill.

ATUALIZADO!
O Último Dobrador de Ar
Saiu o arrepiante e promissor teaser

M. Night Shyamalan liberou o teaser-trailer de O Último Dobrador de Ar.

Parece que o diretor de O Sexto Sentido e Corpo Fechado vai finalmente se redimir de seus últimos filmes, pois o teaser é simplesmente fantástico.

Confira no player logo abaixo.

O Último Dobrador de Ar estreia mundialmente em 2 de julho do ano que vem.


O site oficial da produção já está no ar e traz o trailer em alta-definição, papéis de parede das quatro tribos elementais e as datas de estreia em todo o mundo - por aqui, a estreia ficou para o dia 23 de julho.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Transformers: A Vingança dos Derrotados
Mais um spot de TV (dos bons) e estreia antecipada

Pois é, se você ainda não sabe, Transformers: A Vingança dos Derrotados vai estrear na terça-feira que vem aqui no Brasil - parece que a Paramount está mesmo confiante do sucesso da película.

Confira abaixo um dos inúmeros spots de TV que estão pipocando na web nos últimos dias - um dos melhores, na minha opinião.

Quarta-feira, Junho 17, 2009

HQs
Capitão América: Renascido
Como se ninguém soubesse que isso fosse acontecer

Muito bem, Steve Rogers, o Capitão América original, morreu há exatamente dois anos, logo após os eventos mostrados na excepcional saga Guerra Civil.

Ao contrário do que se pensava, a revista do herói seguiu em frente e conseguiu se tornar um sucesso, graças ao texto antenado e extremamente criativo do roteirista Ed Brubaker.

Mesmo sem o personagem principal, a trama conduziu o leitor a uma conspiração maquinada pelo eterno nêmesis, o Caveira Vermelha, que contou com a colaboração de agentes infiltrados na Shield (incluindo aí a própria namorada do Capitão, Sharon Carter), e nos apresentou ao óbvio substituto do escudo de liga de adamantium, James "Bucky" Barnes.

O trabalho de Brubaker ficou tão bom que os fãs, surpreendentemente, até se mostraram contrários à ressurreição do personagem, agora na primeira edição da minissérie em cinco partes Reborn (Renascido), que chega às lojas americanas em julho.

Abaixo você confere o trailer de Reborn, divulgado pela Marvel Comics.

Um preview da minissérie também pode ser conferido no site Hero Complex, que postou seis páginas belissimamente desenhadas por Brian Hitch, onde podemos ver o Sentinela da Liberdade em ação no famoso Dia D, em 1944 - aliás, a imagem acima é uma das três capas oficiais da primeira edição, desenhada por outro monstro dos quadrinhos atuais, John Cassaday (Planetary).

Sábado, Junho 13, 2009

Faith No More está de volta

A banda de metal alternativo mais maluca da terra do Tio Sam voltou. Após um hiato de 11 anos, o porralouca Mike Patton e sua trupe se reuniram para uma série de apresentações pelo planeta.

Patton prometeu shows históricos e imprevisíveis e até agora parece que o público tem concordado com sua declaração.

Abaixo você confere Ashes to Ashes, canção de Album of the Year, último disco lançado pelos caras, nos idos de 1997.

O show aconteceu no festival inglês Download, que rolou no Dia dos Namorados (por aqui), quando Patton até cantou em português.

Vamos torcer para que os caras passem pelo Brasil.

Sexta-feira, Junho 05, 2009


O Exterminador do Futuro: A Salvação
Tudo quase perfeito, mas longa é apenas correto

Apesar dos trailers e prévias deslumbrantes, O Exterminador do Futuro: A Salvação não passa de um filme correto, certinho, feito na medida para agradar todo mundo - e, por isso mesmo, pode causar o efeito contrário.

O diretor McG amadureceu. Isso fica evidente após assistir meia-hora do filme. Mas o criador do apenas divertido As Panteras ainda tem muito o que galgar em se tratando de emocionar a platéia.

Pra ser sincero, o filme começou ruim pra mim. A sequência de abertura não tem um pingo da dramaticidade dos dois filmes dirigidos por James Cameron e a cena em que Sam Worthington contracena com Helena Bonham Carter numa prisão é completamente descartável - pra quê algum mistério, vamos dar tudo mastigadinho para o público. 

Passados cinco minutos, o filme realmente tem início. Estamos em 2018 e os humanos travam uma verdadeira guerra contra as máquinas da Skynet. John Connor, devidamente paramentado como soldado, surge em um helicóptero e lidera seus homens adentro das instalações da base das máquinas.

Vemos então os arquivos da Skynet para o protótipo do exterminador modelo T-800, aquele mesmo, encenado três vezes pelo governador da Califórnia - até aí, arrepiante.

A partir daí, acompanhamos os passos de Connor, ainda ligado sentimentalmente à sua mãe, através das fitas cassetes gravadas por Sarah, e agindo como um pregador da resistência, enviando sua mensagem incansavelmente todas as noites por rádio.

Acompanhamos também a trajetória de Marcus Right, o prisioneiro da primeira cena do filme, que ressurge no futuro, sem fazer a mínima idéia de onde está, e que acaba se metendo com um rebelde em Los Angeles chamado Kyle Reese - para quem não sabe, aquele que será o pai de John connor em 1984.

Mitologia costurada McG costurou bem a mitologia de John Connor, criada por Cameron nos dois primeiros filmes, e manteve alguns elementos da terceira parte da série, como sua esposa, a ex-veterinária e agora médica, Kate Connor - que foi interpretada anteriormente por Claire Danes.

Apesar de Bryce Dallas Howard (A Dama na Água, Homem-Aranha 3) carregar um ar de ternura à personagem, que corresponde com o lado mais humano de seu marido, e ostentar uma barriga de uns seis meses de gravidez, parece que se esqueceram de sua condição - ninguém fala do filho de Connor, nem mesmo ele.

Kyle Reese é uma grande e boa supresa no filme. O jovem pai de John Connor é interpretado por Anton Yelchin, o Checov de Star Trek (que está em cartaz), e lembra, em alguns momentos, o próprio Connor quando adolescente, em Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final.

Outra boa surpresa é Marcus Right, o personagem meio homem/meio máquina (ah, qual é, isso foi revelado já no trailer). O estreante Sam Worthington dá uma profundidade ao seu papel que está acima da média no filme - dá para perceber que Marcus era o verdadeiro protagonista da história.

Christian Bale faz um John Connor à beira do abismo, atormentado. Ele é o cara que sabe de tudo que vai acontecer até, pelo menos, a descoberta das viagens temporais. Então, não há supresas para ele. Tudo é um jogo, que ele deve conduzir para o que chegue ao resultado apontado por sua mãe. Mas isso, só até Marcus Right aparecer. 

No fim das contas, emoção é o que falta a este Exterminador 4. Há personagens ótimos, bem concebidos, mas com seus dramas mal desenvolvidos - realmente, um ponto negativo para o filme. E há as máquinas, formidáveis, mas que causam pouco terror.

Mas quando o T-800 surge pela primeira vez, mostrando um Arnold Scwarzenegger em plena forma física, um arrepio salta à espinha. McG sabia o que queria. Só faltou um pouquinho mais de sensibilidade. 

Mas não é nada que não se possa aprender até a próxima aventura.

Quinta-feira, Junho 04, 2009


O adeus de Bill
David Carradine morre na Tailândia

O ator norte-americano David Carradine foi encontrado enforcado em um quarto de hotel em Bancoc, na Tailândia.

O eterno Gafanhoto da série Kung Fu e, recentemente, o Bill da saga em dois volumes de Quentin Tarantino, estava com 72 anos e filmava o longa-metragem Stretch na capital tailandesa.

A polícia trabalha com a hipóstese de suicídio, já que a porta do quarto estava fechada por dentro e porque não havia sinais de violência no local ou no corpo do ator.

Carradine já deixa saudades.  

O FIM DE SET?!

Em julho de 2007 a revista Bizz chegou às bancas em clima de despedida, com os rapazes do Los Hermanos na capa afirmando que iam "dar um tempo".

Logo nas primeiras páginas, no editorial, o redator-chefe Ricardo Alexandre (se bem me lembro) falava de seu orgulho e prazer em fazer a melhor revista de música que este país já teve renascer das cinzas.

Um mês depois, a ausência em banca e a desatualização do site da revista confirmaram o que já se sabia nos bastidores do "meio" - a Bizz havia fechado sua redação, indeterminadamente.

Quase dois anos depois, praticamente a mesma coisa acontece novamente. Desta vez, com a revista Set, verdadeiro marco brasileiro das publicações voltadas ao cinema e considerada por muitos a melhor revista de cinema do país.

Após uma boataria no início de abril e de uma notícia, posteriormente apagada, anunciando seu fim, no site Omelete, a revista chegou às bancas com quase um mês de atraso, mas compensando a espera, já que trazia na capa a estreia da semana - X-Men Origens: Wolverine.

Então, veio maio e nada de Set nas bancas. Passou maio e nada de Set nas bancas. O site oficial da revista está completamente desatualizado - a edição em destaque é de setembro do ano passado! Mas, curiosamente, o sistema de venda de assinaturas está ativo!

Há esperança?

Ontem eu soube que a Editora Peixes está "quebrada" e que não só a Set, mas também a Fluir estaria com os meses de vida encurtados. Não sei se a informação é realmente válida, mas é uma pena ver publicações tradicionais e respeitadas perderem seu espaço.

Vamos torcer para a Set voltar mais bonita e moderna, e por uma editora nova. Uma revista tão querida não deve encontrar tanta dificuldade para achar uma nova casa.

VAMOS TRAZER A SET DE VOLTA, PÔ!

Sexta-feira estreia nos cinemas do país O Exterminador do Futuro: A Salvação, justamente a capa planejada para maio. Quem sabe a revista não aparece nas bancas...

Vamos torcer.
Enquanto isso, o diretor de redação Roberto Sadovski brinca de blogueiro no ótimo Kapow, agora de casa nova no FizTV - clique aqui para conferir.

Quarta-feira, Junho 03, 2009

Got Some
A nova do Pearl Jam

Ontem à noite, no The Tonight Show With Conan O'brien, o Pearl Jam apresentou, com exclusividade, a canção Got Some, primeiro single de seu novo álbum, Backspacer.

Confira no player logo abaixo.

Backspacer deve chegar às lojas do planeta em setembro, com distribuição da Universal.

Para seu nono álbum de estúdio, a banda de Seattle reatou parceria com o produtor Brendan O'brien, responsável pelo remix da recente reedição do classico Ten.

Em Got Some, a banda exibe mais uma vez sua energia numa canção rápida e de letra politizada - This situation, what side are you on?/Are you dropping bombs, are you getting out?/Have you heard diplomatic resolve? (Esta situação, de que lado você está?/Está jogando bombas, tirando o corpo fora?/Já ouviu falar em solução diplomática?).

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Transformers 2
O clipe do MTV Movie Awards

Ontem à noite, durante o MTV Movie Awards, foi exibido um clipe inédito de Transformers: A Vingança dos Derrotados.

Após vazar na web hoje cedo, o vídeo logo foi removido, a pedido da Paramount Pictures. Só que agora reapareceu no YouTube, para felicidade geral dos fãs de Optimus e cia.

Confira logo abaixo, com os devidos cumprimentos a ScorpKing68.

Domingo, Maio 31, 2009

nasbancas
ABARA
Que diabos é isso mesmo?

Acabei de ler Abara, novíssimo mangá publicado pela Panini Comics e que chegou às bancas esta semana, e confesso que ainda não entendi a saga maluca criada pelo japa Tsutomu Nihei.

A trama começa num mundo caótico, marcado por estruturas gigantescas compostas por prédios menores, como um mercado marroquino sobreposto a montanhas de rochas lisas, sei lá.

Um operário de uma usina de óleo é contatado por uma garota misteriosa que o avisa da atividade de um Gauna Branco - seres animalescos, extremamente fortes e grandes, formados por ossos em volta do corpo.

O cara então se revela um Gauna Negro, uma versão humana dos bichões, que manipula os ossos como armaduras e armas, e parte para enfrentar a criatura que devora seres humanos barbaramente.

Logo, uma trama maior é mostrada e outros Gaunas aparecem para complicar mais a história e matar a fome.

Nihei mistura ficção científica com sobrenatural e narra sua história sem pressa, apavorando o leitor em alguns momentos, seja pelo enredo, seja pela visual violento e explícito.

Aliás, a arte de Nihei é fabulosa, misturando rascunhos a desenhos mais elaborados e há uma constante na história que ressalta a sujeira proveniente de vísceras e ossadas. É profundo mesmo. Dá a impressão de que o cara quer contar algo mais o tempo todo.

A série é bimestral e terá apenas dois volumes.

Ah, só pra constar, Abara significa Costela em japonês.

Abara
Formato: 13,7 x 20 Cm
200 páginas
R$ 9,90

Sexta-feira, Maio 29, 2009


To Lose My Life - White Lies
Mais uma banda de rock oitentista?

White Lies é o nome da nova sensação do rock inglês. To Lose My Life é o nome do disco.

A banda de três caras já estreou em primeiro lugar na UK Album Chart, uma das paradas de vendas de discos mais populares da terra da rainha. O álbum foi lançado em janeiro deste ano e vem conquistando espaço mundialmente aos poucos. Agora, chegou a vez de dominar o mercado brasileiro.

Mas será que a banda é isso tudo mesmo?

Logo nos primeiros acordes de To Lose My Life, a banda de Ealing, cidade a oeste de Londres, entrega suas influências - mas entrega para quem conheceu o rock inglês alternativo dos anos 80.

Joy Division, Echo and the Bunnymen e Psychdelic Furs são as bandas que vêm à cabeça logo de primeira. Mas dá pra captar alguma coisa de Talking Heads, uma influência confirmada pelos integrantes.

Com isso, White Lies se junta aos mais conhecidos, mas nem por isso consagrados, The Killers, Interpol e Editors, como os herdeiros do indie rock oitentista com batidas dançantes, teclado climático, guitarra bem colocada e vocal grave, cavernoso.

Mas a primeira impressão ao ouvir To Lose My Life é que não há nada de novo no disco. Death poderia muito bem estar em algum disco do Killers, A Place to Hide parece Editors e a canção que batiza o álbum parece ter sido composta pelos caras do Interpol.

Só que isso não significa que a banda não tenha personalidade ou que o trabalho seja ruim - muito pelo contrário. O álbum é coeso, funciona perfeitamente do início ao fim, e as canções são maravilhosas - é difícil até escolher uma favorita.

Confira você mesmo no player abaixo, quando a banda se apresentou no programa de David Letterman, em março. E veja os vídeos oficiais na página dos caras no YouTube, clicando aqui.